Underwater Sculptures in the Marine Kingdom

ESCULTURAS SUBAQUÁTICAS EM LANZAROTE

Bem vindos ao reino marino!

As esculturas subaquáticas são parte de um reino oceânico que traz fantasia e imaginação, convidando os visitantes a sair de sua vida quotidiana e a entrar numa realidade completamente diferente.

O Museo subaquático de Lanzarote está em constante mutação. À medida que o coral cresce e a vida marinha se espalha, as esculturas assumem novas formas e cores, proporcionando uma experiência dinâmica.

O conjunto de esculturas pode ser conceptualmente visto como um museu, mas cada peça individual contém sua própria mensagem social. Fique a saber  mais sobre cada instalação e suas figuras. Todas as fotografias são da autoria de Jason deCaires Taylor.

Background

LOS JOLATEROS

Um grupo de crianças em barcos de latão, chamados “jolateros”, fazendo referência a uma tradição local e também uma metáfora de um futuro possível para os nossos filhos, e quão precário seria navegar num barco de latão.

Background

INMORTAL

Moldada a partir de um pescador local da ilha La Graciosa, na costa norte de Lanzarote, a escultura é composta por uma série de varas de cimento e representa uma pira funerária tradicional.

Background

LA BALSA DE LA LAMPEDUSA

La Balsa de la Lampedusa é uma pintura a óleo do pintor e litógrafo francês romântico Théodore Géricault (1791-1824). Reflectindo sobre a crise humana expressa na pintura de Gericáult, a interpretação de Jason Taylor representa como os marinheiros foram abandonados no naufrágio ao largo da costa do Senegal. A escultura tem como objetivo mostrar o paralelismo entre essa situação polémica e a actual crise de refugiados, em que tantas pessoas estão a ser abandonadas pela sociedade, devido à falta de humanidade. Fazendo-nos pensar simultaneamente em esperança e perda, presta homenagem àqueles que perderam suas vidas. A forma do barco é inspirada nos botes que chegam à ilha de Lanzarote.

Background

DESCONECTADO

O casal que tira uma “selfie” faz-nos pensar no uso das novas tecnologias e  encoraja a olhar para dentro de nós mesmos. Esta escultura está colocada ao lado de La Balsa de Lampedusa, para que a câmara capte um momento trágico e o transforme num evento de segundo plano digno de ser documentado. Uma dura realidade para alguns, torna-se um espectáculo para outros.

Background

CRUZANDO EL RUBICÓN

Cruzando el Rubicón consiste em 35 figuras que caminham em direcção a uma entrada e parede subaquática, um limite entre duas realidades e um portal para o Oceano Atlântico. A parede, que é parte industrial, parte orgânica, estende-se ao longo de 30 metros de comprimento e 4 metros de altura e contém uma única porta rectangular no seu centro. O muro pretende ser um monumento ao absurdo, uma barreira disfuncional no meio de um vasto fluido, espaço tridimensional que pode ser contornado em qualquer direcção. Chama a atenção para o facto das noções de propriedade e territórios serem irrelevantes no mundo natural.
Muitas vezes esquecemos que somos todos parte integrante de um sistema vivo por nossa conta e risco. Em tempos de crescente patriotismo e proteccionismo, o muro lembra-nos que não podemos segregar os oceanos, ar, clima ou vida selvagem, como fazemos com a terras e propriedades.

Background

JARDÍN HÍBRIDO

É uma fusão de natureza e humanidade vivendo em harmonia, ao mesmo tempo fazendo referência à vegetação de Lanzarote. Estas esculturas subaquáticas são meio humanas, meio cactos e são uma parte importante do jardim botânico.

Background

EL PORTAL

El Portal retrata uma escultura híbrida animal/humano olhando para um grande espelho quadrado, que reflecte a superfície móvel do oceano. Fazendo parte do jardim botânico subaquático, o conceito pretende retratar a água dentro de água, uma interface ou um espelho para outro mundo, o mundo azul. O espelho está apoiado numa série de formas de cactos que contêm pequenos compartimentos e “estações vivas” projectadas para atrair polvos, ouriços-do-mar e peixes juvenis.

Background

DESREGULADO

Desregulado consiste num parque infantil a ser usado por homens de negócios vestidos de fato. Um baloiço, uma balancé e um golfinho demonstram a arrogância do mundo corporativo em relação ao mundo natural. O balancé faz referência a uma bomba de extracção de petróleo, um comentário sobre o controle desses combustíveis fósseis e seu uso não regulamentado. O  golfinhos é indicativo da carga que colocamos sobre as espécies marinhas e o seu colapso, se não for controlada.

Background

FOTO OP

À semelhança do casal “selfie”, estes fotógrafos iniciam um debate sobre o uso de novas tecnologias e voyeurismo.

Background

REMOLINO HUMANO

A última instalação no Museo Atlantico é o Remolino Humano, mais de 200 figuras em tamanho natural, criando uma vasta formação circular ou remoinho. Consistindo em vários modelos de todas as idades e de todas as esferas da vida, o posicionamento das figuras constrói uma complexa formação de recife para espécies marinhas e é uma declaração pungente para os visitantes levarem consigo no final da visita. A instalação artística lembra que evoluímos a partir da vida marinha e que todos estamos sujeitos aos movimentos e à vontade do oceano. A peça incorpora a nossa vulnerabilidade nua face ao seu poder inerente e nossa fragilidade diante dos seus ciclos e força imensa. O oceano fornece o oxigénio que respiramos, regula o clima e fornece uma fonte vital de nutrição para milhões de pessoas.

Não há duas visitas iguais ao museu subaquático.

À medida que o coral cresce e os peixes e crustáceos habitam as obras de arte, as esculturas de cimento transformam-se num recife de coral maduro e num ecossistema funcional. As formas originais tornam-se obscuras e um visitante frequente torna-se testemunho da passagem do tempo, à medida que ocorrem essas mudanças graduais.

Profundidade, desova, ciclos oceânicos e as formações variáveis ​​da superfície do mar afectam a luz filtrada que se espalha até o fundo do oceano. Como consequência, alteram o espectro visual da cor e afectam a visibilidade da água, ao mesmo tempo  ue trazem nova vida para semear as esculturas submersas.

As várias formas de vida oceânica completam as esculturas, cobrindo os seus corpos com diferentes tons de rosa, laranja, verde e cinza que variam com a mudança da luz filtrada. Essas cores e tons mutantes e o jogo suave da luz são qualidades que todas as obras de Jason deCaires Taylor compartilham, dando-lhes uma sensação de calma e paz e um ambiente de mistério.
É a vida marinha que transforma as estátuas de cimento em organismos vivos texturizados.